sexta-feira, 23 de novembro de 2012

De volta ao passado








De volta ao passado

Ontem fui dormir e pensei um pouco na minha infância. Brinquei de muita coisa legal. Pula corda, sete pecados, tica ajuda, tica cola, pião, peteca, bola, bila (bola de gude), garrafão, queimada, Cai no poço, passa anel, tica fruta, mamãe mandou, carrinho de lata, rolo (feito com lata de leite), Breque, patinete (com rolamento de carro), esconde-esconde, cuscus, policia e ladrão, casinha, circo (sempre eu era o palhaço), baladeira, bolo na areia, carrinho, bonecos, fazendinha. Também rolei muito pneu em ladeira, corrida, trave a trave, cascudinho, dominó, dama, jogo de botão, boi passa, construtor de barraca. Juntava toda a molecada e  cada um trazia um ingrediente para fazermos o sopão. Que no fim de tudo a comunidade toda se reunia na sexta-feira para comer e participar da sopa.

Era muito bom. Todo mundo brincava, se divertia. Ninguém tinha, Iphone, IPode, Ipad, Tablet, Computadores, carros de controle remoto, era item de ricos. Ninguém tinha vídeo game, até porque o nosso maior divertimento era se sujar na terra molhada, encher os pés de terra e entrar dentro de casa, para ouvir o grito da mãe: “EU ACABEI DE LIMPAR A CASAAAA!”. De fato não era nada divertido ficar em casa. No entanto esse era o nosso maior castigo. Quando a nota era baixa, já sabíamos que ficaríamos o resto da semana em casa.

Nunca precisávamos comprar um Kinder Ovo, pra conseguir um brinquedo surpresa. Bastava nos comportarmos bem, para nossos pais, nos presentearem com bolas (no caso das meninas BONECAS). Essa era a melhor coisa do mundo. Não tínhamos celulares que tocam toda hora, o nosso celular era a nossa mãe, que nos rastreavam via satélite, com um GPS que toda mãe tem. E o grito que a mãe dava da porta de casa, alertava-nos que era hora de entrar pra tomar banho, comer, essas coisas. Mas, sempre negociávamos 10 minutos a mais.

Quero voltar ao passado, quando a modernidade não tinha tanta força. Onde o convívio com os coleguinhas, era muito melhor do que 3000 amigos nas redes sociais. Quero voltar ao passado onde se escrevia recadinhos nas folhas de caderno e mandava em segredo para a coleguinha paquerada. Quero voltar ao passado, onde tudo se arranjava, com um simples “desculpe-me!”. Quero voltar ao passado onde o ar que puxamos para os pulmões era muito mais puro. Quero voltar ao passado por que no passado existem coisas que marcaram a minha vida. Quero voltar ao passado, porque lá eu tinha muito mais sonhos. Quero voltar ao passado porque no passado tomávamos banho nas primeiras chuvas e ninguém adoecia com tanta facilidade. Quero voltar ao passado que eu saía para brincar na rua, e ninguém mexia comigo. Quero voltar ao passado onde a violência não era tão intensa. Quero voltar ao passado onde fazia bolhas nos pés, por jogar na quadra quente descalço.

Se eu voltasse ao passado, seria muito bom. E se um dia eu sentisse falta do futuro (hoje) escreveria um telegrama mandando felicitações.

QUERO VOLTAR AO PASSADO!

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Insegurança nossa de cada dia!

SEGURANÇA.
Quando ouvimos essa palavra na nossa cabeça é formada uma imagem bem interessante.  Imaginamos no momento exato em que é pronunciada a palavra, um segurança forte, alto, todo de preto, óculos escuros e mau encarados, igual aos seguranças dos artistas famosos. Os camarada parecem um guarda roupas ambulante. Nossa mente preconceituosa nem cogita a possibilidade de esse segurança ser uma mulher. (Eu confio nas mulheres como segurança. Não muito mas, confio!) Imaginamos os caras especialistas em artes marciais, verdadeiros lutadores de MMA ou até mesmo atiradores de elite.
Essa palavra pronunciada por alguém com status elevado passa uma verdadeira sensação de tranquilidade. É como se dissessem:  “ Estou tranquilo, tem alguém que tá sempre olhando para que ninguém bula comigo.” Dá para sentir isso. Pelo menos é a primeira coisa que passa na minha cabeça.  Já quando falamos de uma outra classe social, uma classe um pouco menos favorecida, temos uma parte totalmente contraria a que foi citada acima. Infelizmente o segurança dito por nós pobres mortais, são os “seguranças comunitários” que nos protegem com armas desenvolvidas pela NASA, nos deixam tranquilos como um gatinho dentro da jaula de leões famintos. São estas as armas:
1º Um adesivo pregado na parede do lado de fora, que já identifica que aquela casa está totalmente segura pelos seguranças comunitários.
2º Um pedacinho de pau, que alguns chamam de cassetete. (quando pode possuir)
3º Uma moto ou bicicleta, se andarem de moto ficam buzinando com aquelas buzininhas de sirene. E se forem de bicicleta é com um apito de guarda de transito. Estrategicamente pra informar a qualquer bandido que na tentativa de assalto ele está pronto pra agir com o seu apito ou sua buzina.
Agora quem não se sentiria super tranquilo com toda essa segurança? Quando eu escuto esses barulhos eu já sinto sono. Devido ficar tão tranquilo com a segurança.  Sabendo que posso dormir e ninguém vai me roubar, porque os seguranças estarão prontos com os seus apitos, buzinas, adesivos e cassetetes pra defender a minha casa.
Não pretendo denegrir emprego de ninguém. Pois sei que não é fácil ficar acordado a noite toda, enquanto os outros dormem. Mas pretendo deixar uma reflexão para as empresas que carregam o nome de SEGURANÇA. A palavra já diz tudo. Se vai colocar pessoas pra trabalhar de segurança, capacite-as. Em caso de precisão elas saberão o que fazer.  
Apitos e adesivos não resolvem muito.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Rede Antissocial



Brinquei muito com brinquedos que eu próprio fiz. Carrinho de lata, Pião, passava um tempão no mato procurando um pereiro, para arrancar e mandar fazer o pião. Brincava de garrafão, pega-pega, jogava bola descalço na rua, inventava brincadeiras com os amigos, criava novelas, fazia da área de casa um circo. Éramos felizes demais, todas as brincadeiras eram feitas em grupo, brincar sozinho nunca era divertido. As amizades que fiz com essas brincadeiras, até hoje ainda tenho contato. Vez por outra me pego conversando com um amigo de infância sobre o que fazíamos. Era muito bom...
Hoje é tudo totalmente diferente. Existe uma falta muito grande das brincadeiras de criança. Aquelas que faziam a gente desenvolver. Hoje os brinquedos brincam só, ficamos só olhando os carrinhos de controle remoto irem para lá e para cá. E para piorar entrou algo denominado de “REDE SOCIAL”, que na minha opinião, de social não tem nada. Raciocine comigo: Você está na sua casa, o seu amigo na casa dele e vocês jogam um jogo online. Isso é se socializar? A rede social de certa parte é a responsável por nos tornarmos cada vez mais antissociais. Preferindo ir ao msn, facebook, twitter... do que ir a casa do nosso amigo chama-lo pra jogar bola. Quantas vezes você já deixou de se exercitar, para ficar nas redes sociais? As redes sociais nos mostram que o contato pessoal não é preciso. Ao ponto de pessoas se conhecerem pelas redes sociais e namorarem anos sem ao menos se verem. Ou melhor dizendo se tocarem. Como é que se namora sem beijo? Porque nem no tempo dos meus avós isso existia, eles pegavam na mão, sentadinhos um do lado do outro! A rede social infelizmente não permite isso.
As vezes penso em fazer o que o poeta Jessier Quirino relatou num poema. “Ir mimbora pro passado, porque no passado é bem melhor. No passado tenho muito mais futuro!” O que falta hoje com essa modernidade é tudo ser pelas redes sociais. Entrevista de emprego, trabalho e etc. A diferença é que quando brincávamos as pessoas nos viam como realmente estávamos. Era aquele momento ali. Todo mundo sujo, cheio de terra, que quando entrava no banheiro pra tomar banho parecia que tínhamos saído de um chiqueiro. Não existia photoshop na nossa imagem. E mesmo assim tinha muita paquera, e paquera verdadeira.
Quero deixar bem claro que uso e gosto muito das redes sociais, não sou contra. Mas, ainda prefiro o contato pessoal. A internet e as redes sociais são de ótima serventia, porem tudo deve ser experimentado com moderação. Não passe por cima dos seus valores por causa das redes sociais e pelo que você vê nelas. Não deixe que as redes sociais te torne o melhor amigo antissocial.