domingo, 13 de dezembro de 2015

QUANDO A IMAGEM FALA



Talvez essa imagem não tenha tido de primeira mão, significado algum pra quem viu sem olhar o texto aqui exposto. Mas, essa foto mexeu muito comigo, ao ponto de me dar dor de cabeça! Passei muito tempo pensando nessa imagem e no olhar desse garoto pra mim. Até entender de fato o que estava acontecendo.  Sempre ensino sobre palhaço e sobre  a dificuldade de uma criança em se aproximar de um palhaço. Essa situação foi algo muito tenso, pois, não esperava que essa fosse a reação no momento.
Lembro-me de tudo que eu ouvi quando aprendia as técnicas de palhaço e sua reação de interação com crianças, tendo em vista que todas as crianças tem um poder de subversão muito grande. Para exemplificar cito um caso que aconteceu em um hospital, quando um Dr. Palhaço fez um truque de magica escondendo um peixe embaixo do travesseiro da criança e saiu sem fazer o peixinho aparecer. Os dias se passaram e a criança não deixou que ninguém trocasse a roupa de cama dela, porque o peixinho estava lá.
Ontem vivi uma experiência -eu diria frustrante- estava em uma ministração de palhaços para adultos, e essa criança estava lá, rindo, brincando e super feliz com o palhaço. Até que terminei a ministração e precisei tirar o nariz e a maquiagem de palhaço. Foi ai que a foto começou a falar. Ele, o garoto, me viu com as vestes de palhaço, só que agora sem o nariz e ainda retirando a maquiagem. E como se não acreditasse saiu do seu lugar e veio em minha direção para ver de perto se era realmente aquilo que ele estava vendo. Parou na minha frente e me encarou por alguns instantes, cerca de dois minutos ficamos nessa posição. Geramos aplausos aos espectadores, ate eu entender o que estava se passando.
A decepção desse garoto, ao ser surpreendido com a quebra do encanto, de ter o palhaço perto e de uma hora pra outra, o palhaço sumir e dar cara a uma outra pessoa que ele não queria ver, foi algo assustador! Quando a minha ficha caiu, já era tarde demais. Só tive que ser um palhaço destreinado e observar a reação de tristeza do garoto, arremessando as cadeiras ao chão e caindo aos prantos. Chorou bastante e eu passei a noite toda meio que sem me perdoar por ter dado um vacilo e quebrado o encanto daquela criança!

Tiro e deixo de reflexão para vocês, a simplicidade do coração da criança surpreende e supera toda e qualquer expectativa nossa. Sejamos como elas, dispostos a sentir e viver as coisas com a maior intensidade possível. 

domingo, 15 de novembro de 2015

A viaaaaagem "O RETORNO!"


Não bastava já ter ido para uma longa viagem, falo longa porque qualquer viagem sendo feita na Jardinense, se torna longa por mais perto que seja! Agora temos que voltar pra casa, pensar no retorno. Ouvi uma vez o grande Ariano Suassuna se referindo a viagem de avião dizer que: “Existem apenas dois tipos de viagem as tediosas e as fatais”, Ele com certeza falou isso porque não conhecia a jardinense. Tendo em vista que toda viagem de jardinense é uma emoção gigante. Saltar de paraquedas, pular de bang jump, saltar a mega rampa, correr de um assaltante armado ate os dentes, sonhar com o Fred Gruguer (sei nem se é assim que escreve), entrar na jaula de leões famintos, levar uma carreira de dois pitbuls, entrar num octógono pra lutar com Anderson Silva... Não se compara nem de longe com a emoção de viajar de jardinense.   

Atentem a alguns pontos:

1º Você ao entrar sente aquele cheiro hiper forte de desinfetante de 15 dias, (acho que o cheiro da morte é bem parecido rsrsrs). A partir do momento que você sente esse cheiro, entra em conflito consigo mesmo. “E agora? Continuo avançando ou desisto da viagem e vou a pé!!?”

2º Se resolver enfrentar o resto do caminho até à poltrona, vamos sentar então. Sentar já seria outro problemas, porque com certeza a poltrona tem problema, ou não reclina, ou reclina tudo e machuca o passageiro de trás, a poltrona está com o acento solto, além do detalhe do forro estar furado e você correr serio risco de tétano. Se viajar de roupa branca, chega marrom ao destino.

3º Sentou? Está confortável? (É claro que não, perguntei só pra completar o texto) agora é esperar a coisa mais chata desse mundo, o cobrador verificar a sua passagem 4 vezes na mesma viagem. E você nem mudou de cadeira. Ele sabe que já conferiu, ele sabe quem é você, ele quer te zuar. Acho que ele pensa: “Ahh eles não foram sacaneados o suficiente, vou ficar perturbando!”, e se você consegue dormir, com toda certeza pode conjugar o verbo conseguir no passado.

4º  O retorno pra casa então se baseia apenas na saudade de rever a família, ou voltar à rotina de trabalho. Por que se você gosta de viajar, você precisa completar a frase, “Eu amo viajar, NO MEU CARRO!”

Enfim se eu continuar escrevendo aqui, terei que criar a “bíblia Jardinense”. E fazer a versão corrigida está fora de cogitação, é impossível corrigir esses erros da Jardinense. E fazer a versão atualizada seria pior ainda, Como atualizar sem dinheiro?


Então ou você tem fé e viaja, ou você tem razão e muda de transporte. Se a ida já é difícil imagina o retorno.