domingo, 15 de novembro de 2015

A viaaaaagem "O RETORNO!"


Não bastava já ter ido para uma longa viagem, falo longa porque qualquer viagem sendo feita na Jardinense, se torna longa por mais perto que seja! Agora temos que voltar pra casa, pensar no retorno. Ouvi uma vez o grande Ariano Suassuna se referindo a viagem de avião dizer que: “Existem apenas dois tipos de viagem as tediosas e as fatais”, Ele com certeza falou isso porque não conhecia a jardinense. Tendo em vista que toda viagem de jardinense é uma emoção gigante. Saltar de paraquedas, pular de bang jump, saltar a mega rampa, correr de um assaltante armado ate os dentes, sonhar com o Fred Gruguer (sei nem se é assim que escreve), entrar na jaula de leões famintos, levar uma carreira de dois pitbuls, entrar num octógono pra lutar com Anderson Silva... Não se compara nem de longe com a emoção de viajar de jardinense.   

Atentem a alguns pontos:

1º Você ao entrar sente aquele cheiro hiper forte de desinfetante de 15 dias, (acho que o cheiro da morte é bem parecido rsrsrs). A partir do momento que você sente esse cheiro, entra em conflito consigo mesmo. “E agora? Continuo avançando ou desisto da viagem e vou a pé!!?”

2º Se resolver enfrentar o resto do caminho até à poltrona, vamos sentar então. Sentar já seria outro problemas, porque com certeza a poltrona tem problema, ou não reclina, ou reclina tudo e machuca o passageiro de trás, a poltrona está com o acento solto, além do detalhe do forro estar furado e você correr serio risco de tétano. Se viajar de roupa branca, chega marrom ao destino.

3º Sentou? Está confortável? (É claro que não, perguntei só pra completar o texto) agora é esperar a coisa mais chata desse mundo, o cobrador verificar a sua passagem 4 vezes na mesma viagem. E você nem mudou de cadeira. Ele sabe que já conferiu, ele sabe quem é você, ele quer te zuar. Acho que ele pensa: “Ahh eles não foram sacaneados o suficiente, vou ficar perturbando!”, e se você consegue dormir, com toda certeza pode conjugar o verbo conseguir no passado.

4º  O retorno pra casa então se baseia apenas na saudade de rever a família, ou voltar à rotina de trabalho. Por que se você gosta de viajar, você precisa completar a frase, “Eu amo viajar, NO MEU CARRO!”

Enfim se eu continuar escrevendo aqui, terei que criar a “bíblia Jardinense”. E fazer a versão corrigida está fora de cogitação, é impossível corrigir esses erros da Jardinense. E fazer a versão atualizada seria pior ainda, Como atualizar sem dinheiro?


Então ou você tem fé e viaja, ou você tem razão e muda de transporte. Se a ida já é difícil imagina o retorno. 

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